Célia Gomes (Lisboa, 1972) é uma arquitecta portuguesa, que recebeu diversas distinções como o Prémio AICA Arquitetura, em 2016.
Biografia A arquiteta Célia Gomes nasceu em Lisboa, em 1972, e licenciou-se em Arquitetura pela Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, em 1996. A sua formação passou também pela Technische Universiteit Delft, Faculteit der Bouwkunde, nos Países Baixos, entre 1995 e 1996). Foi fundadora, autora e coordenadora do a.s* - atelier de santos, arquitectura, de 1997 a 2015, e tem atualmente atelier próprio. O seu trabalho tem-se desenvolvido na criação, elaboração e desenvolvimento de projetos de arquitetura, com reconhecimento nacional e internacional. Em paralelo à sua atividade de projeto, é professora na Escola Superior de Arte e Design das Caldas da Rainha, desde 2009, nas áreas de projeto e desenho. É doutoranda em Arquitectura na Faculdade de Arquitectura da Universidade de Lisboa, com a investigação “A obra do Atelier Conceição e Silva nos anos 60 e 70 - Um contributo para a arquitetura contemporânea portuguesa”.
Percurso e Obra Em 1997, a arquiteta Célia Gomes funda o a.s* atelier de santos, em Lisboa, em conjunto com Pedro Machado Costa. Em 2015, esta colaboração termina. Neste âmbito, são diversas as obras que se destacam e, como refere a arquiteta:
Em 2004, foi inaugurada a Biblioteca Central da Universidade dos Açores, em Ponta Delgada, que foi selecionada para os prémios FAD e Mies van der Rohe, nesse mesmo ano e ambos de Barcelona. Em 2007, as Residências Universitárias das Laranjeiras, são premiadas com o Prémio Especial dos Sócios FAD 2007, Barcelona. Em 2009, o a.s* atelier de santos fez a renovação da Escola Secundária Luís de Freitas Branco, em Paço de Arcos, concluído em 2016, com o qual Célia Gomes, conjuntamente com Pedro Machado Costa, receberam o Prémio Aica de Arquitetura. Célia Gomes participou na IX Bienal de Arquitetura de Veneza, na IV Bienal Ibero-Americana de Arquitectura, em Lima (Peru), na Exposição Tracing Portugal, na Arquitectural Association, em Londres, e Art and Planning at Cornell University, em Nova Iorque. No contexto do ciclo de conversas Arquitetas: Modo(s) de (re)existir, realizado no Teatro Municipal de São Luiz, em Lisboa, e organizado pela associação Mulheres na Arquitectura, a 17 de Outubro de 2017, Célia Gomes participou na sessão II: Do Projecto e da Obra, com a moderação de Patrícia Santos Pedrosa e que teve também como convidadas Catarina Madruga e Gabriela Salhe. No ano seguinte, foi publicado o livro resultante deste ciclo e Célia Gomes escreveu o texto “Sapatos, bolinhas e coincidências arquitectónicas”. No presente ano, 2026, Integrou a equipa de curadoria, com Alexandra Saraiva e Rui Leão, da Exposição Habitar Portugal 1974-2024, organizada pela Ordem dos Arquitectos, que esteve patente no Museu de Arte Contemporânea MAC/CCB – Garagem Sul, entre Fevereiro e Abril de 2026, com cem obras de Arquitetura Portuguesa, construídas em Portugal e no mundo, nos 50 anos de Democracia, entre 1974 e 2024".
Reconhecimento e Prémios 2004 - Selecionada para os prémios Mies van der Rohe pela obra da Biblioteca da Universidade dos Açores. 2004 - Selecionada para os prémios FAD de arquitetura pela obra da Biblioteca da Universidade dos Açores. 2007 - Ganhadora do Prémio Especial dos Sócios FAD pelas Residências Universitárias das Laranjeiras. 2016 - Célia Gomes e Pedro Machado Costa (a. s* – atelier de santos) receberam o Prémio AICA de Arquitetura pela obra da Escola Secundária Luís de Freitas Branco, em Paço de Arcos. 2019 - Convidada a apresentar propostas de curadoria para representar Portugal na 17.a Bienal de Veneza de Arquitectura, a inaugurar em Maio de 2020. Desde 2021 - Júri dos Prémios do Imobiliário, organizado pelo Expresso e a SIC Notícias.
Referências

