O Partido dos Trabalhadores (PT) não conseguiu iniciar o ato de campanha neste sábado (3/10) na Avenida Paulista e teve que seguir para a Rua Augusta, ambas na região central da cidade. Representantes da campanha petista responsabilizaram a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) pela alteração e afirmaram que a Polícia Militar (PM) impediu que trios elétricos estacionassem no local.Conforme publicado pelo Metrópoles, a prefeitura tentou proibir a caminhada durante a semana, que conta com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do candidato ao governo Fernando Haddad. O partido havia obtido autorização judicial para realizar o ato na Paulista.Em nota, a Polícia Militar informa que, “até o momento, não há qualquer impedimento por parte da Instituição ao trajeto desejado pelos manifestantes. Segundo informações recebidas pela PM, os organizadores estariam mantendo o ato em determinado ponto, à espera da chegada de participantes. As equipes realizam o balizamento do ato e buscam contato direto com os organizadores, em articulação com os órgãos municipais e estaduais envolvidos, para prevenir acidentes e minimizar transtornos”.“Também mantêm contato com os órgãos responsáveis, solicitando os ajustes necessários no trânsito, incluindo eventuais interdições para garantir a segurança dos participantes e de quem circula pela região. Até o momento, não há registro de incidentes”, finaliza a corporação.8 imagensFechar modal.1 de 8Ato de Lula na Rua AugustaRebeca Ligabue/Metrópoles2 de 8Lula e Haddad em ato na AugustaRebeca Ligabue/Metrópoles3 de 8Ato de Lula na Rua AugustaRebeca Ligabue/Metrópoles4 de 8Ato de Lula na Rua AugustaRebeca Ligabue/Metrópoles5 de 8Ato de Lula na Rua AugustaRebeca Ligabue/Metrópoles6 de 8Ato de Lula na Rua AugustaRebeca Ligabue/Metrópoles7 de 8Ato de Lula na Rua AugustaRebeca Ligabue/Metrópoles8 de 8Ato de Lula na Rua AugustaReprodução/Redes sociaisPrefeitura tentou barrar caminhada com Lula na PaulistaA Prefeitura de São Paulo informou inicialmente que a caminhada na Avenida Paulista com Lula e Haddad, marcada para as 10h deste sábado, não estava autorizada.Segundo a gestão Nunes, a via deverá ficar desimpedida em tempo integral nos dias 3, 4, 24 e 25 de outubro. O prefeito é aliado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República.A justificativa foi uma recomendação do TRE-SP para que ruas e avenidas não sejam bloqueadas nos finais de semana das eleições. “O objetivo desta medida é evitar qualquer tipo de obstrução ao acesso e circulação de servidores, equipamentos, mesários, apoios logísticos e eleitores nos dias de votação e em suas vésperas”, explicou a administração municipal.O requerimento do tribunal, no entanto, pede a liberação de vias apenas no domingo (4/10), sem que haja menção sobre proibir atos na Paulista na véspera da eleição.A Coligação Desperta São Paulo, da qual o PT faz parte, entrou na Justiça e obteve uma autorização para que a caminhada seja realizada, desde que o trânsito de veículos não seja impedido.Em comunicado, o partido lamentou o que chamou de “tentativa da prefeitura de criar confusão em torno da realização do ato”.Já o prefeito Ricardo Nunes criticou a caminhada. “Pedimos para que tenham bom senso e façam em local que não atrapalhe o trânsito, mas parece que o objetivo deles é criar confusão”, disse ao Metrópoles.A campanha do PT também promete realizar um ato na Paulista durante a apuração dos votos neste domingo. O evento havia sido proibido pela prefeitura com base no pedido do TRE-SP para que a avenida permaneça integralmente desobstruída.O Metrópoles procurou a gestão de Ricardo Nunes sobre o ato e aguarda retorno.















