Ministra do TSE, Estela Aranha, atuou no governo do presidente Lula (PT)

2 out 2026 - 00h26

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- Por: Redação Terra

Ministra do TSE Estela Aranha

Foto: Luiz Roberto/TSE

A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tornou-se um dos principais alvos das críticas no episódio que levou ao cancelamento do debate presidencial da TV Globo nesta quinta-feira, 1º. A decisão da magistrada que proibiu a emissora de exibir o púlpito reservado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que havia anunciado que não participaria do encontro, foi seguida pela desistência de Flávio Bolsonaro (PL) e pelo cancelamento do debate.

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Horas depois, Flávio fez uma transmissão ao vivo nas redes sociais para criticar as decisões judiciais que alteraram as regras do confronto. O candidato acusou o Judiciário de interferência nas eleições e citou nominalmente Estela Aranha ao atacar a decisão do TSE. A transmissão ocorreu no mesmo horário em que o debate deveria ser realizado.

Além de determinar que a Globo não exibisse o púlpito destinado a Lula, a ministra proibiu que os demais candidatos simulassem perguntas dirigidas ao presidente ausente. No entendimento da ministra, a ausência de Lula não poderia resultar em uma exposição específica do candidato durante o programa. Para Estela, a previsão de filmar o espaço vazio poderia criar desequilíbrio na disputa.

A decisão ocorreu em meio a uma sequência de intervenções judiciais que modificaram a composição e as regras do último debate presidencial antes do primeiro turno. Na quinta-feira, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), havia determinado a participação de Renan Santos (Missão) no debate.

Flávio, que havia confirmado presença, anunciou posteriormente que não participaria. Em manifestações públicas, classificou as decisões judiciais como "censura" e passou a direcionar críticas ao TSE e aos ministros envolvidos no episódio. A Globo acabou cancelando o debate, alegando que as decisões de última hora haviam criado insegurança jurídica.

Quem é Estela Aranha
Ela tomou posse como ministra efetiva do TSE em 1º de agosto de 2025, para um mandato de dois anos, na classe destinada aos juristas. A nomeação havia sido feita pelo presidente Lula a partir de uma lista tríplice encaminhada pelo STF.
Antes de chegar ao tribunal, Estela ocupou cargos no governo federal. Foi secretária de Direitos Digitais do Ministério da Justiça e Segurança Pública, durante a gestão de Flávio Dino. A estrutura da Secretaria de Direitos Digitais foi criada em 2023, e Estela foi escolhida para comandá-la.
Posteriormente, atuou como assessora especial da Presidência da República. Em audiência no Senado, em dezembro de 2024, ela foi apresentada como assessora especial da Presidência e integrante do Conselho Consultivo de Alto Nível da ONU para Inteligência Artificial.
A própria trajetória profissional da ministra também inclui uma passagem pelo TSE antes de sua nomeação para a Corte. Em 2025, ela ocupou o cargo de assessora no Gabinete da Presidência do tribunal.
*Com informações do Estadão
Fonte: Portal Terra
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