Pareiorhaphis stephanus é uma espécie da família Loricariidae e do gênero Pareiorhaphis.

Taxonomia Pareiorhaphis stephana foi descrita formalmente pela primeira vez em 1999 como Hemipsilichthys stephanus pelos ictiólogos brasileiros J. C. Oliveira e Osvaldo Takeshi Oyakawa, tendo como localidade-tipo o ribeirão das Pedras, a aproximadamente 1.300 m de altitude, 3 km ao norte de Diamantina, nas proximidades de 18°10'S, 43°37'W, no município homônimo, na drenagem do rio Jequitinhonha, em Minas Gerais. Após a descrição da espécie, verificou-se que Hemipsilichthys sensu stricto, com três espécies, representava um grupo basal de loricarídeos, enquanto as demais espécies estavam inseridas dentro da diversidade de Loricariidae. Assim, o gênero Pareiorhaphis foi revalidado, deixando de ser considerado sinônimo de Hemipsilichthys para todas as espécies, exceto aquelas três. O Catalog of Fishes de William N. Eschmeyer classifica o gênero Pareiorhaphis na subfamília Hypoptopomatinae, os cascudinhos, dentro da família Loricariidae.

Etimologia Pareiorhaphis stephana pertence ao gênero Pareiorhaphis, cujo nome combina pareio, derivado de pareiá, que significa “bochecha” em grego, e rhaphis, “agulha”, em referência aos odontódeos hipertrofiados em forma de agulha presentes nas bochechas dos machos durante o período reprodutivo. O nome específico stephana é um adjetivo derivado do neolatim stéphanos, que significa “coroa”, em alusão à coroa de odontódeos semelhantes a cerdas presente na margem da cabeça. Como o nome específico é um adjetivo, ele foi alterado de stephanus para stephana quando a espécie foi transferida para o gênero Pareiorhaphis.

Descrição Pareiorhaphis stephana possui 7 raios moles na nadadeira dorsal e 6 na nadadeira anal. Apresenta uma coroa de longos odontódeos em forma de cerdas na região frontal e lateral do focinho. O cleitro é evidente e o corpo é achatado, com profundidade equivalente ao dobro da largura da cintura peitoral. O corpo é alongado, e este cascudo atinge um comprimento padrão de 9,9 cm.

Distribuição e habitat Pareiorhaphis stephana é endêmica do Brasil, onde ocorre na bacia do rio Jequitinhonha, em Minas Gerais. Este bagre necessita de águas frias, bem oxigenadas e de correnteza rápida, com substrato rochoso e elevado volume de fluxo hídrico.

Estado de conservação Pareiorhaphis stephana é conhecida apenas de três localidades, embora se considere provável sua ocorrência em outras áreas da drenagem do rio Jequitinhonha que apresentem habitat adequado. A espécie é ameaçada pela construção de barragens hidrelétricas e pela mineração, sendo classificada como “Quase ameaçada” pela União Internacional para a Conservação da Natureza.==Referências==

Ligações externas Documentos sobre Pareiorhaphis stephanus na Biodiversity Heritage Library Observações de Pareiorhaphis stephanus no iNaturalist Pareiorhaphis stephanus no GBIF