Esta é uma lista de pesquisas eleitorais para a eleição estadual de 2026 no estado do Rio Grande do Sul. Desde as eleições de 2022, empresas de pesquisa de opinião publicam informações que rastreiam a intenção de voto para a eleição para governador e senador em 2026. Os resultados estão listados abaixo em ordem cronológica reversa. Todos os cenários se referem a pesquisas estimuladas, quando uma lista de candidatos é apresentada ao entrevistado.
Contexto As pesquisas eleitorais realizadas no Rio Grande do Sul em 2026 apresentaram diversidade de institutos, métodos de coleta, contratantes e abrangência. Entre os institutos que realizaram levantamentos no estado estiveram Quaest, Real Time Big Data, Veritá e Instituto Gaúcho de Pesquisas de Opinião (IGAPE), com pesquisas voltadas principalmente às disputas pelo Governo do Rio Grande do Sul e pelo Senado Federal, além de levantamentos nacionais que incluíram o eleitorado gaúcho em suas amostras. A Quaest realizou pelo menos dois levantamentos estaduais para o governo gaúcho em 2026, um em abril e outro em julho. A pesquisa de julho foi encomendada pela Genial Investimentos e entrevistou 1.104 pessoas com 16 anos ou mais entre 24 e 28 de julho, com margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento de abril da Genial/Quaest também entrevistou 1.104 eleitores no Rio Grande do Sul, distribuídos por 62 municípios, entre 21 e 28 de abril. A pesquisa tinha margem máxima de erro de três pontos percentuais e foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número RS-03000/2026. A repetição dos levantamentos da Quaest permitiu acompanhar o mesmo eleitorado estadual em momentos diferentes do ano eleitoral, utilizando amostras de tamanho semelhante. A pesquisa de abril foi distribuída por 62 municípios, enquanto a divulgação do levantamento de julho informou 1.104 entrevistados e margem de erro de três pontos percentuais. Os levantamentos da Quaest foram realizados por meio de entrevistas presenciais. Na pesquisa de julho, as 1.104 entrevistas foram realizadas entre 24 e 28 de julho, com distribuição territorial pelo estado e nível de confiança de 95%. Além da disputa estadual, a pesquisa Genial/Quaest de julho incluiu cenários para a eleição presidencial entre os eleitores do Rio Grande do Sul. O mesmo levantamento, portanto, permitiu avaliar simultaneamente a disputa pelo governo estadual, pelo Senado e o comportamento do eleitorado gaúcho na eleição presidencial. A Quaest também incluiu o Rio Grande do Sul em pesquisas nacionais realizadas em diferentes períodos do ano. Em levantamento realizado em abril, o estado recebeu uma amostra de 1.104 entrevistas, ao lado de Paraná e Goiás, enquanto outras unidades da Federação receberam tamanhos de amostra diferentes. A diferença entre pesquisas especificamente estaduais e levantamentos nacionais é relevante para a interpretação dos dados. Na pesquisa estadual, toda a amostra é destinada ao eleitorado do Rio Grande do Sul, enquanto nos levantamentos nacionais o estado constitui apenas um dos estratos territoriais utilizados para estimar o comportamento eleitoral brasileiro. Outro instituto que realizou levantamento abrangente no Rio Grande do Sul foi o Real Time Big Data. Em junho, o instituto realizou pesquisa estadual que ouviu 1.600 eleitores gaúchos entre os dias 20 e 22 de junho, abrangendo cenários para o Governo do Estado e para o Senado Federal. A presença de Real Time Big Data e Quaest permitiu que o eleitorado gaúcho fosse pesquisado por institutos com diferentes desenhos metodológicos e períodos de coleta. A Real Time Big Data utilizou uma amostra de 1.600 entrevistados em seu levantamento de junho, enquanto a Quaest utilizou 1.104 entrevistas em abril e julho. O Instituto Veritá também realizou pesquisa estadual em julho. O levantamento ouviu 2.020 eleitores do Rio Grande do Sul entre 7 e 11 de julho, abrangendo diferentes regiões do estado, com margem de erro de 2,5 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa do Veritá foi realizada por iniciativa própria do instituto, e não por contratação de um veículo de comunicação ou partido político. O registro informado à Justiça Eleitoral foi RS-02458/2026, também identificado no TSE pelo número BR-05495/2026. O levantamento do Veritá utilizou uma amostra maior que a das pesquisas estaduais da Quaest realizadas em abril e julho. Foram entrevistadas 2.020 pessoas no Veritá, contra 1.104 na Quaest, o que resultou também em margens de erro diferentes: 2,5 pontos percentuais no primeiro caso e três pontos no segundo. As pesquisas para o Senado apresentaram uma particularidade metodológica adicional em 2026: os eleitores gaúchos escolherão duas pessoas para o cargo. Por isso, os institutos passaram a apresentar perguntas que distinguem o primeiro e o segundo voto, ou cenários em que o entrevistado pode indicar dois nomes. A forma de apresentação dos dois votos produz distribuições diferentes entre os candidatos e também diferentes percentuais de indecisão. No levantamento do Veritá, 34,3% dos entrevistados não souberam indicar o primeiro voto para o Senado, enquanto 37,9% não souberam indicar o segundo voto. O elevado percentual de entrevistados sem candidato definido para o Senado foi destacado pela imprensa gaúcha como uma característica das pesquisas realizadas durante o período. O fenômeno foi observado especialmente na segunda escolha, em que a parcela de indecisos superou a registrada para o primeiro voto. A diferença entre primeiro e segundo voto também apareceu na pesquisa do Veritá porque os entrevistados podiam indicar dois nomes para o Senado. Dessa forma, os percentuais de cada voto não devem ser interpretados como se fossem duas pesquisas independentes sobre uma única vaga. O Instituto Veritá utilizou, para a construção da amostra, dados eleitorais do TSE, informações do Censo 2022, PNAD e PNADC, considerando variáveis como sexo, idade, escolaridade e distribuição geográfica dos eleitores. A diversidade de fontes estatísticas utilizadas pelos institutos também constitui uma característica das pesquisas gaúchas. O uso de dados do TSE, Censo e pesquisas domiciliares permite que os institutos estabeleçam parâmetros para distribuição da amostra segundo características demográficas e territoriais do eleitorado. As pesquisas eleitorais do Rio Grande do Sul também foram objeto de questionamentos judiciais em âmbito municipal. Em julho, foi impugnada a pesquisa RS-06026/2026, realizada pelo Instituto Gaúcho de Pesquisas de Opinião (IGAPE), referente à disputa para deputado federal em Pelotas. Os autores da impugnação alegaram que o cenário estimulado da pesquisa apresentava apenas seis candidatos, excluindo dois pré-candidatos de Pelotas sem justificativa técnica. Sustentaram que a composição poderia induzir os entrevistados a erro e superestimar os percentuais dos nomes incluídos no questionário. A representação também levantou dúvidas sobre possível vínculo entre o instituto responsável e um dos pré-candidatos e questionou a declaração de que o levantamento teria sido financiado com recursos próprios da empresa. Os autores solicitaram a suspensão da divulgação, a apresentação dos mecanismos de controle da coleta e a comprovação da origem dos recursos utilizados na realização da pesquisa. O episódio, contudo, não resultou em uma decisão judicial sobre a regularidade metodológica da pesquisa. O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul reconheceu a ilegitimidade ativa dos autores da representação e encerrou o processo sem examinar o mérito das alegações relativas à composição da amostra ou ao financiamento do levantamento. A decisão ressaltou que a legislação eleitoral estabelece legitimidade específica para a impugnação de pesquisas, incluindo Ministério Público, partidos políticos, federações, coligações, candidatas e candidatos. O tribunal considerou que o pré-candidato autor da ação ainda não possuía a condição jurídica necessária e que o diretório municipal do partido não tinha legitimidade para questionar uma pesquisa relativa a uma eleição cuja circunscrição é estadual. O caso de Pelotas é relevante para a análise das pesquisas gaúchas porque demonstra que questionamentos sobre metodologia e financiamento podem chegar à Justiça Eleitoral sem que necessariamente haja uma decisão sobre o conteúdo da pesquisa. Nesse caso específico, a discussão processual sobre quem poderia impugnar o levantamento impediu o exame de mérito das alegações apresentadas pelos autores. A existência desse processo também evidencia a importância da distinção entre pesquisas estaduais e municipais. Embora a coleta da pesquisa tenha ocorrido em Pelotas e o questionário estivesse voltado a candidatos daquela região, o cargo de deputado federal possui circunscrição estadual, circunstância considerada pelo TRE-RS ao analisar a legitimidade do diretório municipal para propor a ação. As pesquisas realizadas por iniciativa própria dos institutos também fazem parte do cenário gaúcho. O Veritá declarou que seu levantamento de julho foi realizado com recursos próprios, enquanto outras pesquisas foram contratadas por empresas de comunicação ou instituições privadas. A Quaest, por exemplo, realizou suas pesquisas para o governo estadual sob contratação da Genial Investimentos. O levantamento de julho foi explicitamente identificado como pesquisa Genial/Quaest e ouviu 1.104 pessoas entre 24 e 28 de julho. A atuação de veículos de comunicação também aparece no mercado local. O Grupo RBS informou que, em 2026, contratou a Quaest para realizar pesquisas sobre o Governo do Rio Grande do Sul, Senado Federal e recortes estaduais da disputa presidencial, embora a pesquisa de governo e Senado de julho tenha sido identificada como encomendada pela Genial Investimentos. A comparação dos contratantes mostra que não existe um único modelo de financiamento das pesquisas no estado. Há levantamentos realizados por iniciativa própria dos institutos, pesquisas encomendadas por empresas de investimentos e levantamentos contratados por veículos de comunicação. Os custos dos levantamentos variam conforme o instituto, tamanho da amostra, método de coleta e abrangência territorial. Os valores declarados pelos contratantes e pelos institutos integram os registros das pesquisas na Justiça Eleitoral, permitindo identificar a origem dos recursos e o responsável pelo pagamento de cada levantamento. A legislação eleitoral exige o registro prévio das pesquisas destinadas à divulgação pública e determina a apresentação de informações sobre metodologia, plano amostral, período de coleta, margem de erro, nível de confiança, contratante e origem dos recursos. O registro das pesquisas permite também que sejam identificados os municípios e demais informações territoriais utilizados na formação das amostras. Essas informações são relevantes para a fiscalização da correspondência entre o universo pesquisado e o eleitorado que o instituto pretende representar. A Justiça Eleitoral também estabelece prazo mínimo para o registro antes da divulgação dos resultados. Segundo informações divulgadas no contexto das eleições de 2026, os registros devem conter dados suficientes para que partidos, candidatos, Ministério Público e demais interessados possam fiscalizar a metodologia declarada pelos institutos. No Rio Grande do Sul, as diferenças entre institutos foram particularmente perceptíveis nos tamanhos das amostras. O Veritá entrevistou 2.020 pessoas em julho, enquanto a Quaest entrevistou 1.104, e a Real Time Big Data realizou levantamento com 1.600 entrevistados em junho. Essas diferenças de tamanho de amostra produziram margens de erro distintas. O Veritá declarou margem de 2,5 pontos percentuais, enquanto a Quaest informou margem de três pontos em seus levantamentos estaduais e a Real Time Big Data utilizou margem compatível com o desenho de sua própria amostra. A diversidade metodológica recomenda cautela na comparação direta de pesquisas realizadas por institutos diferentes. Além do tamanho da amostra e da margem de erro, os levantamentos podem divergir quanto ao período de coleta, questionário, método de abordagem, distribuição territorial e critérios de ponderação. Os períodos de coleta também não foram coincidentes. A Real Time Big Data realizou seu levantamento entre 20 e 22 de junho, o Veritá entre 7 e 11 de julho e a Quaest entre 24 e 28 de julho. Dessa forma, cada pesquisa representa a situação encontrada no eleitorado no momento específico de seu trabalho de campo. A sucessão de levantamentos ao longo do ano permitiu acompanhar a evolução da percepção eleitoral no estado, mas também produziu diferenças que podem decorrer tanto de mudanças reais no comportamento dos eleitores quanto das características de cada pesquisa. Por isso, a comparação histórica entre institutos deve considerar o intervalo entre as coletas e as respectivas metodologias. O elevado número de indecisos na disputa pelo Senado constitui outro elemento relevante do cenário das pesquisas. No levantamento do Veritá, mais de um terço dos entrevistados não declarou candidato para cada uma das duas escolhas ao Senado, indicando um eleitorado ainda pouco definido para uma parte significativa da disputa. A situação é particularmente importante porque 2026 será uma eleição de duas vagas para o Senado no estado. A necessidade de escolher dois nomes produz um segundo voto adicional e aumenta a possibilidade de que parte dos eleitores tenha apenas uma escolha definida ou não tenha definido nenhuma delas no momento da entrevista. Os institutos também precisaram adaptar seus questionários à existência das duas vagas. Pesquisas como a do Veritá apresentaram separadamente primeiro e segundo votos, enquanto outros levantamentos utilizaram perguntas permitindo a indicação de dois candidatos. O conjunto de pesquisas estaduais foi complementado por levantamentos sobre a eleição presidencial. A Quaest, por exemplo, incluiu o Rio Grande do Sul em seus estudos nacionais e realizou amostra específica de 1.104 entrevistas no estado em abril e julho. No levantamento nacional da Quaest realizado em abril, o Rio Grande do Sul apresentou características eleitorais diferentes de estados do Nordeste e do Norte, sendo incluído entre os estados da Região Sul nos quais a pesquisa identificou maior competitividade entre os principais grupos políticos nacionais. A presença do estado em pesquisas nacionais também permitiu comparações com Paraná, Santa Catarina e outros estados, embora os resultados estaduais tenham sido obtidos por amostras próprias e não devam ser tratados como equivalentes a pesquisas exclusivamente dedicadas a cada estado. A diversidade de institutos também é acompanhada pela existência de levantamentos de caráter municipal ou regional. O caso de Pelotas envolvendo o IGAPE demonstra que, além das pesquisas estaduais, institutos locais podem realizar levantamentos destinados a medir disputas por cargos federais em regiões específicas do estado. A pesquisa do IGAPE também demonstra a importância de distinguir o universo territorial da pesquisa da circunscrição eleitoral. Embora a coleta estivesse concentrada em Pelotas, a disputa por deputado federal é estadual, razão pela qual o TRE-RS considerou inadequada a atuação de um diretório municipal como parte autora da representação. Os processos judiciais envolvendo pesquisas, portanto, não se limitaram a questões estatísticas. Além de questionamentos sobre composição de questionários, inclusão ou exclusão de candidatos e origem dos recursos, as decisões eleitorais também envolveram questões processuais relacionadas à legitimidade das partes e à circunscrição eleitoral. Até agosto de 2026, não se identificou, no conjunto das fontes consultadas, uma sequência de suspensões estaduais de pesquisas no Rio Grande do Sul comparável à observada em Santa Catarina. O principal episódio judicial localizado especificamente no estado envolveu a pesquisa municipal/regional do IGAPE e terminou sem exame do mérito das alegações metodológicas, em razão da ilegitimidade dos autores da representação. Assim, as pesquisas eleitorais no Rio Grande do Sul em 2026 caracterizaram-se pela presença de diferentes institutos, pela repetição de levantamentos ao longo do ano e pela diversidade de métodos, amostras e formas de financiamento. A Quaest realizou pesquisas estaduais com 1.104 entrevistados, a Real Time Big Data utilizou amostra de 1.600 pessoas e o Veritá realizou levantamento com 2.020 eleitores. Os levantamentos também diferiram quanto aos contratantes: a Quaest realizou pesquisa encomendada pela Genial Investimentos, enquanto o Veritá declarou ter realizado seu levantamento por iniciativa própria. A disputa pelo Senado apresentou elevado percentual de indecisos, especialmente no segundo voto, com 34,3% sem candidato definido para o primeiro voto e 37,9% para o segundo no levantamento do Veritá. O estado também foi incluído em pesquisas nacionais da Quaest, nas quais recebeu amostras próprias para permitir a análise do comportamento do eleitorado gaúcho na disputa presidencial. No âmbito judicial, houve questionamento da pesquisa RS-06026/2026, do IGAPE, por alegada exclusão de pré-candidatos do questionário e dúvidas sobre metodologia e financiamento, mas o TRE-RS encerrou a representação sem analisar o mérito por reconhecer a ilegitimidade dos autores para impugnar aquele levantamento. O conjunto de pesquisas, portanto, foi marcado mais pela diversidade metodológica, pela variedade de contratantes e pelo elevado grau de indecisão em algumas disputas do que por um único padrão de realização ou financiamento.
Primeiro Turno (Governador)
2026
Agosto - Outubro
Janeiro - Julho
2025
Segundo Turno (Governador)
Luciano Zucco e Juliana Brizola
Senador
2026
Agosto - Outubro
Abril - Julho
Janeiro - Março
2025
Notas
Referências