Sinhá era o termo usado no Brasil colônia e império para empregados (geralmente, escravos e pessoas livres de baixa classe social) se referirem à sua empregadora, geralmente uma mulher branca e cristã que era dona ou esposa do dono da fazenda ou casarão em que eles trabalhavam.
Etimologia Sinhá é a versão feminina da palavra "sinhô", uma corruptela de "senhor". Tem por vezes o diminutivo "sinhazinha" ou "sá". O termo foi registrado em dicionário pela primeira vez em 1877 na sétima edição do Dicionário da língua portuguesa escrito por Antônio de Morais Silva como "brasileirismo informal", porém já era usado em escrita formal ao menos uma década antes disso. A falta de registro do termo em dicionários portugueses já foi comentada na época em sentimento ufanista.
Contexto histórico Embora haja ampla cobertura das relações sexuais dos senhores com suas escravas, não se há muito registro das relações íntimas das senhoras com seus escravizados. Sinhás famosas incluem Sinhá Olímpia, conhecida por seus hábitos excêntricos, Sinhá Moreira e Joaquina de Pompéu, a "Sinhá Braba", famosa por ter fazendas em sua posse ao invés de estarem no nome de seu esposo.[carece de fontes]?
Cultura popular Além do romance Sinhá-Moça, que inspirou um filme e duas edições da novela da Globo com mesmo nome, Machado de Assis escreveu um poema chamado "Sinhá" em seu livro Crisálidas. José Joaquim Correia de Almeida também fez um poema ao redor do termo na segunda edição de seu livro Sonetos e Sonetinhos. Chico Buarque e João Bosco também fizeram juntos uma música com esse nome, e Gilberto Freire um livro chamado D. Sinhá e o Filho Padre, em uma crítica à educação cristã tradicional que as "sinhás" davam a seus filhos. O estereótipo da sinhá na cultura popular é geralmente de uma mulher atraente de costumes cristãos e conservadores. O termo é muito usado em romances de época, como Vidas Secas tem a personagem Sinhá Vitória.
Ver também Brasil colônia Brasil império Jagunço Sinhá-Moça
Referências