O Tecido Adiposo da Medula Óssea (TAMO), também referido como Tecido Adiposo da Medula (TAM), é um tipo de tecido adiposo (depósito de gordura) encontrado dentro da medula óssea. O TAMO aumenta em condições associadas à baixa densidade óssea, tais como: osteoporose, anorexia nervosa e restrição calórica, ausência de peso esquelética, como a que ocorre durante o voo espacial. Também tem sido associado a certas terapias anti-diabéticas. Por outro lado, a BMAT diminui em condições como a anemia, leucemia e insuficiência cardíaca hipertensiva; em resposta a hormonas como o estrogénio, a leptina e a hormona do crescimento; com perda de peso induzida pelo exercício ou pela cirurgia bariátrica; após exposição crónica ao frio; e após tratamento com agentes farmacológicos como bifosfonatos, teriparatida e metformina..

Anatomia Os adipocitos da medula óssea (BMAds) têm origem de progenitoras de células-tronco mesenquimais (MSC) que também dão origem aos osteoblastos, entre outros tipos de células. Por conseguinte, pensa-se que o TAMO resulta da diferenciação preferencial das Células Estaminais Mesenquimais (MSC) na linhagem dos adipócitos, em vez da linhagem dos osteoblastos, no contexto da osteoporose. Uma vez que o TAMO aumenta no contexto da obesidade, e diminui através de exercícios de resistência, ou vibração, é provável que a fisiologia do BMAT, no cenário do input/exercício mecânico, se aproxime do tecido adiposo branco (WAT).

Referências Este artigo incorpora texto de Gabriel M. Pagnotti e Maya Styner, disponível sob a licença CC BY 4.0.

Leitura complementar

«Why are our bones full of fat? The secrets of bone marrow adipose tissue». Society for Endocrinology. Inverno de 2017