Na ONU, Trump sugere chamar a Inteligência Artificial de 'Superinteligência'

Crédito: ONU

Confira o resumo que a LE.IA, a IA do Estadão, fez pra você

Em 24 de setembro, o presidente dos EUA, Donald Trump, recebeu o líder chinês Xi Jinping na Casa Branca para discutir questões urgentes, incluindo inteligência artificial. Trump destacou a importância de decisões que promovam paz e prosperidade futuras. Ele enfatizou a amizade com Xi, enquanto o líder chinês ressaltou a responsabilidade histórica de ambos os países em promover o desenvolvimento humano. Xi também mencionou a 'armadilha de Tucídides', alertando para o risco de conflito entre potências emergentes e estabelecidas.

WASHINGTON - O presidente dos EUA, Donald Trump, recebeu o líder chinês, Xi Jinping, na Casa Branca nesta quinta-feira, 24 e afirmou que abordará “questões urgentes”, incluindo inteligência artificial nas conversas.

“Durante esta visita, também discutiremos questões urgentes relacionadas à segurança, tecnologia e superinteligência”, disse ele, usando o termo que emprega para se referir à IA.

“As decisões que tomarmos hoje nessas áreas podem promover a paz e a prosperidade nas próximas décadas”, acrescentou Trump.

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Trump e Xi Jinping durante visita de Estado na Casa Branca Foto: / AP Photo/Jacquelyn Martin

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Ao receber o líder chinês com toda pompa, Trump faz mais uma aposta na diplomacia pessoal. O presidente americano tem privilegiado o contato direto com líderes estrangeiros para promover sua política externa.
“O presidente Xi e eu forjamos uma amizade, uma amizade verdadeiramente grandiosa, baseada no respeito mútuo e nos interesses vitais de nossos povos”, disse Trump.
Xi, por sua vez, declarou que EUA e China têm uma responsabilidade histórica em promover o desenvolvimento humano e precisam fortalecer sua comunicação.
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“A China mantém suas portas bem abertas e recebe de braços abertos as empresas americanas que desejam investir e fazer negócios no país”, disse ele. “Esperamos que as empresas chinesas sejam tratadas de forma justa aqui nos Estados Unidos.”
‘Armadilha de Tucídides’
O líder chinês mais uma vez evocou a “armadilha de Tucídides”, um conceito nas relações internacionais que fala do risco de conflito durante a ascensão de uma potência emergente diante de uma potência já estabelecida, e disse que isso precisa ser evitado.
O termo, que leva o nome do historiador grego antigo, refere-se à Guerra do Peloponeso entre Atenas e Esparta. Xi parece estar se referindo à China como a nova Atenas e aos Estados Unidos como a Esparta em dificuldades.
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A expressão “Armadilha de Tucídides” é frequentemente utilizada por Xi para descrever o desfecho potencialmente desastroso de tentativas dos Estados Unidos de conter o crescimento e a expansão da China. Durante a cúpula realizada em Pequim com Trump, em maio, Xi proferiu um discurso no qual mencionou essa expressão juntamente com outra de suas frases favoritas: “grandes mudanças, inéditas em um século, estão se acelerando”. Xi emprega essas palavras para descrever o declínio do poder americano. / NYT E AFP
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