Tiago Correia é um sociólogo, professor universitário e investigador português, especialista em saúde pública, saúde internacional, políticas de saúde, recursos humanos em saúde e governação global da saúde. É professor associado com agregação no Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa e investigador sénior do centro Global Health and Tropical Medicine. Durante a pandemia de COVID-19 em Portugal, tornou-se uma das vozes académicas com presença regular nos meios de comunicação social portugueses, comentando a evolução da crise sanitária, as políticas públicas de resposta à pandemia e os seus impactos sociais, sendo identificado pelo Expresso como uma das "estrelas" que a pandemia ajudou a revelar.
Formação e carreira académica Correia tem formação de base em sociologia. Doutorou-se em Sociologia, com especialização em saúde, pelo ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa, em 2011, e realizou pós-doutoramentos em Saúde Pública no Canadá, nas universidades de Montreal e McGill. Em 2023 obteve a agregação em Saúde Internacional. É professor associado com agregação na Unidade de Saúde Pública Global do Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa e investigador sénior do Global Health and Tropical Medicine. Integra também o CIES-Iscte, onde desenvolve investigação nas áreas dos sistemas de saúde, políticas da força de trabalho em saúde, políticas públicas e governação global da saúde.
Investigação A sua investigação centra-se na intersecção entre sistemas de saúde, políticas públicas, profissionais de saúde, força de trabalho em saúde, saúde internacional e governação global da saúde. Tem coordenado projectos financiados por instituições nacionais e internacionais, incluindo a Comissão Europeia, a Organização Mundial da Saúde e governos nacionais, com trabalho sobre hesitação vacinal, políticas de recursos humanos em saúde, regulação profissional e confiança nas instituições de saúde. Em 2024, foi anunciado como coordenador do Centro Colaborador da Organização Mundial da Saúde para Políticas e Planeamento da Força de Trabalho em Saúde, sediado no Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa. Correia é ainda editor-chefe do International Journal of Health Planning and Management, publicado pela Wiley, e membro representante do IHMT-NOVA no grupo de trabalho sobre Comunicação Pública da Associação Internacional dos Institutos Nacionais de Saúde Pública.
Pandemia de COVID-19 Durante a pandemia de COVID-19, publicou análises sobre a gestão política e social da pandemia em Portugal. Em 2020, publicou o artigo A gestão política da Covid-19 em Portugal: contributos analíticos para o debate internacional, na revista Saúde em Debate, no qual analisou a resposta política portuguesa à crise sanitária. No mesmo ano, contribuiu com o capítulo A saúde e a covid-19 em Portugal: uma reflexão a meio caminho andado, integrado no livro Um olhar sociológico sobre a crise Covid-19 em livro. Ao longo da pandemia, tornou-se presença frequente na comunicação social portuguesa como especialista em saúde pública internacional, comentando temas como a incidência regional da doença, a letalidade, o desconfinamento, a vacinação, a pressão sobre o Serviço Nacional de Saúde e a adaptação social à circulação do SARS-CoV-2. Em 2022, o Expresso incluiu Tiago Correia entre os cientistas e especialistas que se tornaram protagonistas do espaço mediático português durante a pandemia, ao lado de Ricardo Mexia, Pedro Simas e Raquel Duarte.
Publicações seleccionadas Correia, Tiago (2020). «The precariousness of political management of the SARS-CoV-2 pandemic in Portugal». International Journal of Health Planning and Management. doi:10.1002/hpm.3003 Correia, Tiago (2020). «A gestão política da Covid-19 em Portugal: contributos analíticos para o debate internacional». Saúde em Debate. 44 (especial 4): 62–67. doi:10.1590/0103-11042020E406 Correia, Tiago (2020). «A saúde e a covid-19 em Portugal: uma reflexão a meio caminho andado». Um olhar sociológico sobre a crise Covid-19 em livro. Lisboa: Iscte — Instituto Universitário de Lisboa. pp. 17–36
Referências